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CIDADE ALTA Mãe com problema mental age com violência contra a própria filha, em Araputanga

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FONTE

Circula na rede social Facebook  o post que é um grito pedindo  justiça. O apelo é em favor de uma bebê, de um ano, para que a criança receba a devida defesa contra os maus tratos que estaria ocorrendo justamente a partir de quem deveria protegê-la: a mãe.

Pela publicação, aponta que o fato aconteceu  na manhã de hoje (19). A família mora  em uma casa, próximo à paineira, no bairro Cidade Alta. O post publicado na noite de hoje (19), por volta de 21h30min na página de P.S. de 24 anos. Ela afirmou:  “Araputanga é uma cidade sem lei. Hoje pela manhã uma mãe jogou sua própria filha no asfalto e não foi presa”.  Indignada com o comportamento da mãe,  P.S. autora do Post nomeia a genitora com a expressão “esse monstro”. De acordo com a publicação a criança está em estado grave e teria sido acompanhada pelo pai, quando foi levada para Cuiabá-MT.

Consta que a mãe que promoveu a agressão, espancando a criança e lançando-a contra o asfalto, teria problemas mentais.  Ela não teria sido presa. A violência contra a criança teria ocorrido, segundo a autora do Post a partir de uma briga banal entre mulher e  marido, quando a mãe teria prometido matar a matar a criança.

A reportagem procurou a PM, porém, o policial de plantão (cabo), não confirmou os fatos. Disse apenas que a mãe colocou a criança no chão.  Fizemos duas tentativas de contatar a Polícia Civil, porém, o telefone tocou até cair no fax e, ninguém atendeu. Em novo contato com a Polícia Militar, pedimos o telefone do Conselho Tutelar, mas o policial que atendeu a reportagem não tinha o número do telefone. Ele disse que o telefone estava na viatura da Polícia. É incrível dizer, mas o telefone do Conselho não funciona em Araputanga.

Nossas fontes, porém, informaram que a viatura da Polícia estivera no bairro, no período da manhã. Esses informantes disseram que os policiais teriam levado duas mulheres. Sabe-se também que uma vizinha da família onde o ato violento foi praticado, telefonou para um integrante do Conselho que confirmou: a criança foi atendida pelo médico, mas foi encaminhada para outra cidade.

AUTORIDADES JÁ CONHECEM A QUESTÃO

Investigamos mais e descobrimos que o fato já é do conhecimento das autoridades. Exceto o atual Promotor de Justiça, com quem não mantivemos contato sobre o assunto, outros Promotores que já passaram pela Comarca tiveram conhecimento da questão. Existe relatório sobre o caso. Um deles teria inclusive recomendado que a criança permanecesse em poder da mãe.

No nível municipal, o problema mental da mãe da criança seria do conhecimento, também, da Assistência Social. A Saúde também teria conhecimento da questão, pois essa mãe toma remédio controlado. Contudo, em razão do final de semana e do horário noturno, não conseguimos contato com as autoridades municipais para confirmar a informação.